O tiro com arco do Brasil teve um bom dia neste sábado, 18, nos Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026. Na disputa masculina por equipes do arco composto, João Pedro Ferreira e João Pedro Venturini bateram os favoritos colombianos Juan Gonzalez e Jeronimo Agudelo por 149 a 147. Já na equipe do recurvo, Felipe Fogliarini e Lucas Wudson levaram a melhor sobre os argentinos Thiago Barbieri e Gabriel Tonina no shoot-off depois de empate em 4 a 4. Na parte da tarde, Luiza Langone garantiu o ouro feminino no recurvo com uma vitória por 6 a 2 sobre a argentina Isabella Chorvat.
A decisão por equipes do recurvo foi emocionante. Coube a Felipe Fogliarini o último tiro no desempate – quando apenas um 10 garantiria o ouro para o Brasil. Flecha na mosca. “É o que eu mais gosto. Eu conheço o meu tiro, eu sei do que eu sou capaz de fazer. Para mim é algo comum, eu consigo manter a calma”, disse Felipe após a final. Mais relaxado, se permitiu aproveitar o momento. “Eu achei que poderia ter sido um pouquinho melhor, sabe? Ficar um pouquinho menos afogado. Mas foi até a última flecha e é sempre assim, até o último tiro. Mas cara, eu gostei bastante de poder fazer a final nos Jogos Sul-americanos da Juventude representando o Brasil. Estou achando o máximo, é a melhor competição a que já fui”, revelou.

Felipe Fogliarini e Lucas Wudson venceram no desempate. Foto: Juliana Ávila/COB
Seu companheiro mostrava depois da final a mesma tranquilidade de quando atirava. “Pô, é uma emoção muito grande ali. Desde o momento que eu entro na linha, antes de atirar, o coração já tá batendo muito forte, saindo pela boca. Aí eu busco sempre manter a respiração focada, como minha psicóloga ensinou. A única coisa que você pode controlar em você é uma respiração. Ao controlar uma respiração e você controla todo o resto, a mente, e segue firme”, contou. O que realmente não deu pra controlar foi o abraço que Lucas deu em Felipe após a flecha na mosca que garantiu o 10 da vitória. “É uma sensação muito boa, é libertador ganhar uma competição desse tamanho, dessa magnitude. É muito importante pra mim”, assegurou.

A dupla de João Pedro, Ferreira e Venturini derrotou os favoritos. Foto: Juliana Ávila/COB
Já a dupla João Pedro Ferreira e João Pedro Venturini acordou neste sábado, 18, e teve uma conversa séria sobre o confronto final com os colombianos favoritos. “A gente falou que dava para ganhar e foi o que aconteceu. Mas eu estou muito nervoso ainda, para ser sincero. A gente sabia que seria difícil, ficamos atrás deles no classificatório. Mas ganhamos no combate!”, vibrou João Pedro Ferreira. “A gente estava motivando um ao outro. Tipo, o trabalho que a gente teve para estar aqui, o esforço”, acrescentou João Pedro Venturini.
A Colômbia teve os primeiros tiros e marcou dois 9. Na sequência, João Pedro Venturini fez um 10 logo na sua primeira participação. “Pô, nos ajudou demais. Eles se desconcentraram ali e conseguimos encaixar os nossos tiros”, avaliou o companheiro Ferreira. De fato, a vantagem que o Brasil estabeleceu na primeira rodada foi mantida até a quarta. “Era dia de dar o nosso melhor aqui para conseguir ganhar”, afirmou Venturini.
Nas finais individuais na parte da tarde, Luiza Langone garantiu a medalha de ouro no arco recurvo feminino ao derrotar a argentina Isabella Chorvat por 6 a 2. Lucas Wudson ficou com a prata após ser superado por Gabriel Tonina, também da argentina, na decisão do recurvo masculino por 6 a 0.
“Foi um combate muito bom, difícil, as duas atiraram muito bem. Fiquei muito satisfeita, muito realizada de conseguir sair daqui com a vitória, foi uma competição muito importante. Foi a minha primeira viagem internacional, foi uma experiência muito diferente de todas as outras que eu já tive, dá realmente um nervoso a mais, mas é um clima ótimo, todo mundo muito feliz. Foi ótimo”, vibrou.